terça-feira, 21 de maio de 2013

Prefeitura de São Paulo tenta despolitizar violência na Virada Cultural


Prefeitura de São Paulo tenta despolitizar violência na Virada Cultural

Ao iG, PMs admitiram que fizeram vistas grossas durante o evento após suposto atraso nos salários de policiais que participam da Operação Delegada

Wanderley Preite Sobrinho e Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às



Susan Souza
Prefeito Fernando Haddad fala sobre a Virada Cultural 2013
Depois de um dia de reuniões para tratar do recorde de violência na edição deste ano da Virada Cultural, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) adotou a postura de despolitizar o assunto ao negar que tenha partido do comando da Polícia Militar – subordinada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) – a ordem para que os policiais fizessem vistas grossas aos assaltos e arrastões, que resultaram em pelo uma morte violenta e 10 feridos (quatro por arma de fogo e seis por armas brancas) no último fim de semana. No entanto, à reportagem, soldados da PM admitiram que cruzaram os braços durante o evento em retaliação à prefeitura, que estaria atrasando os salários de quem participa da Operação Delegada, uma parceria com o governo do Estado em que o município contrata os serviços de oficiais em dia de folga. Já em nota oficial, a PM negou os atrasos.
Haddad iniciou a entrevista coletiva na sede da prefeitura isentando o comando da PM pelo suposto boicote policial. De acordo com o prefeito, o aumento das ocorrências foi notado a partir das 2h30 de sábado (18). Ao conversar com a cúpula militar, ele teria recebido a garantia de que qualquer denúncia contra a polícia seria averiguada.
Leia também: Para Alckmin, é preciso escolher melhor locais da Virada
Mais:  Capital paulista registra a Virada Cultural mais violenta desde 2005
“Do ponto de vista da programação cultural, a Virada foi um sucesso”, disse ele ao lembrar que, embora confie no comando da PM, “é uma obrigação dar respostas a essas informações [de corpo mole] que estão sendo recebidas”.
O petista só mostrou irritação quando questionado sobre uma declaração de Alckmin, para quem é preciso escolher melhor os locais da Virada nos próximos anos . “Mas são os mesmos lugares [dos outros anos], não? O que isso tem de errado?”, perguntou Haddad. “Quem fez o planejamento da segurança foi a PM. Em nenhum momento isso foi colocado como obstáculo. Foi tudo feito de comum acordo. Nada foi decidido só pela prefeitura.”
Vista grossa
A reportagem conversou com policiais militares, que, sob condição de anonimato, admitiram ter cruzado os braços diante da violência na Virada Cultural. A decisão foi uma retaliação à prefeitura, que estaria atrasando os salários de quem participa da Operação Delegada pelo quarto mês seguido. "A prefeitura não paga em dia, e o Estado, para manter a boa convivência, não fiscaliza o pagamento."
Em nota oficial, no entanto, a PM negou os atrasos e disse que "a Prefeitura de São Paulo vem cumprindo com as suas obrigações quanto ao pagamento da atividade delegada voltada ao comércio irregular de ambulantes".
Haddad também não teria cumprido, segundo policiais ouvidos pela reportagem, a promessa eleitoral de ampliar o programa, considerado o "bico oficial" dos soldados. O prefeito teria apenas realocado alguns homens para trabalhar no período noturno em áreas de preservação ambiental e em comunidades que organizam bailes funk. O prefeito respondeu à questão lembrando que esse tipo de serviço é voluntário e que sobram vagas para trabalhar em três regiões da zona sul: Capela do Socorro, M’Boi Mirim e Jardim Ângela.
A prefeitura também negou qualquer atraso de pagamento. O que está ocorrendo, afirmou Haddad, é uma mudança no repasse. Antes, pagava-se o policial adiantado com base em uma estimativa de trabalho. Agora, o dinheiro só deixa o cofre municipal depois da análise de uma planilha com as informações de quem efetivamente trabalhou.
Ocorrências
Moradora de um prédio no viaduto Santa Ifigênia, a publicitária Vivi Cristina Dias (29) tomou o primeiro susto ainda em casa, às 3h do sábado, ao avistar da janela um assalto a “poucos metros de dois policiais parados no meio da multidão”. Em outro momento, um grupo de crianças na Ladeira da Memória “armava um arrastão, mas lá não havia policiamento nenhum”. “A Virada é um evento que reúne pessoas de classes e gostos diferentes, além de mostrar a beleza do centro. Essas ocorrências são ruins porque reforçam o estigma de cidade perigosa.”
O artista multimídia Uala Vandeik (29) correu de “cinco arrastões”. “Os policias nas guaritas não faziam nada. Era uma terra de selvagens. Durante uma briga, precisei ficar 20 minutos dentro de um bar. Os donos fizeram um cordão humano para evitar que a confusão invadisse o lugar. Depois disso eu fui para casa e não voltei no outro dia. Essa virada foi uma furada.”
Já a fotógrafa Tatiana Abitante (25) passou por um sufoco por volta das 4h30 de sábado na Praça da República, onde “um grupo de moleques girava na direção dos outros um pedaço de madeira com pregos na ponta. Isso tudo a sete metros de uma base policial”, lembra. “No cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, seis PMs assistiam a um grupo de homens atirarem garrafas contra as pessoas na rua.”
A estudante Niami Correia (22) deixava um restaurante no Largo do Arouche quando entregou uma pizza inteira a um morador de rua. “Nesse momento, vi uns 40 meninos correndo, gritando e empurrando as pessoas. Dez deles seguravam um menino enquanto pegavam tudo que estava no bolso dele. Até a pizza que dei para o senhor eles levaram. Só deixaram um pedaço.”
Niami também assistiu à venda de drogas. “Vendiam como se fosse banana. Gritando ‘olha o lança, balinha, ácido aqui’. “Fico me questionando se vou ter coragem de ir na próxima Virada. Dessa vez eu tive sorte, mas e na próxima?”
Segundo dados divulgados pela Prefeitura, foram registrados 12 arrastões, duas mortes, quatro feridos por arma de fogo e outros seis por armas brancas.

Violência durante a Virada provoca crise entre PM e Prefeitura de São Paulo

20/05/13

Violência durante a Virada provoca crise entre PM e Prefeitura de São Paulo

Os episódios de violência na Virada Cultural --furtos, roubos, arrastões e brigas-- provocaram uma crise entre a Polícia Militar e a Prefeitura de São Paulo.

Sem acordo prévio com a organização da Virada, a PM anunciou que daria uma entrevista ao meio-dia deste domingo (19), no escritório central do evento, na avenida São João. Ao tomar conhecimento da iniciativa da polícia, a prefeitura iniciou negociações que caminham para se consolidar numa coletiva conjunta, em horário ainda a ser definido. O teor do que será dito é motivo de intensas negociações.

Representantes da organização do evento disseram ter recebido, ao longo da madrugada, relatos de uma suposta inércia de policiais militares diante de atos de violência. Procurada, a Prefeitura de São Paulo não comentou o caso. Segundo esses representantes ouvidos pela Folha, a atitude da polícia visaria comprometer um evento-vitrine da gestão petista --embora tenha sido criado na administração do tucano José Serra, em 2005.

A decisão na Secretaria de Cultura do município é não comentar essa versão para não abrir uma crise institucional, ao mesmo tempo em que trabalha para apurar se ela é procedente, segundo a Folha apurou com pessoas próximas à gestão municipal.

O clima ficou tenso no escritório da Virada Cultural. Os jornalistas presentes foram convidados a se posicionar na antessala do escritório do Comando, para ouvir o tenente-coronel Marcelo da Silva Pignatari, o comandante da operação. A PM, no entanto, acabou cancelando a entrevista.

Enquanto representantes de diversos órgãos de imprensa aguardavam, a poucos metros, Pignatari falava ao celular. A Folha entreouviu a frase "Tudo sobra para nós". Antes de desligar, o tenente-coronel informou ao seu interlocutor que os jornalistas o esperavam e que ele iria falar.

Em seguida, o comandante observou relatórios, junto com alguns auxiliares. E voltou ao celular.

Os jornalistas seguiram aguardando, até que o tenente-coronel terminou a segunda ligação e anunciou o cancelamento.

Pignatari informou que apenas no fim do dia haverá um encontro com a imprensa do qual participarão "a organização, a guarda, a Prefeitura --todos os órgãos (participantes da Virada), cada um vai falar da sua área".

Segundo o comandante, a decisão de suspender a coletiva se deu porque "o evento está em andamento. Não temos os números fechados". Ele afirmou que "a organização como um todo, da qual faz parte a Polícia Militar, vai consolidar esses dados e vai passar de forma oficial para a imprensa".

No Twitter, Serra disse que o evento está sedo usado para "aparelhamento". "Quando prefeito de São Paulo, em 2005, criei a Virada Cultural, que deu certo e até vem sendo reproduzida em outras cidades do Brasil. Só me preocupa que a Virada Cultural seja usada para aparelhamento político-partidário, o que já começou a acontecer este ano."

O secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, não quis comentar sobre a violência. Segundo ele, os arrastões não atrapalharam o evento. "Foram casos isolados. Aqui [no palco 25 de Março], por exemplo, não senti falta de segurança".

A assessoria da Secretaria de Estado da Segurança Pública nega a existência de crise.

MORTES

Até as 14h do domingo (19), quatro pessoas haviam sido baleadas, cinco esfaqueadas e 25 pessoas presas, de acordo com a secretaria estadual. Ao todo, 3.400 policiais militares trabalham nos locais da Virada.

Na madrugada deste domingo (19), durante a Virada, um homem morreu atingido por um tiro na avenida Rio Branco, segundo a polícia. Elias Martins Morais Neto teria reagido a um assalto e foi atingido na cabeça por volta das 5h. A vítima foi levada à Santa Casa, mas não resistiu.

Um outro homem morreu na Santa Casa, vítima de uma parada cardíaca após ter sofrido uma overdose. Cinco pessoas foram atendidas com ferimentos por armas brancas no pronto-socorro do hospital.

Policiais militares ouvidos pela Folha disseram que foram registrados inúmeros casos de arrastões durante a madrugada. A reportagem flagrou pelo menos onze deles: nas avenidas São João, Ipiranga, Rio Branco e Duque de Caxias, dois na praça da República e outro no viaduto Jaceguai --onde, por volta das 2h30 da madrugada, dezenas de assaltantes desceram a partir da avenida São Luís.

A reportagem esteve entre as 2h e 3h no 3º DP (Campos Elíseos) e constatou pelo menos 15 casos de vítimas.

Policiais militares informaram que pelo menos 15 jovens foram detidos como suspeitos dos arrastões, a maioria deles menores de idade.

Em todos os casos, a descrição é a mesma. Grupos de aproximadamente 50 pessoas passavam abordando os frequentadores da festa e, após agressões, arrancavam à força celulares, carteiras, bonés e blusas.

"Arrancaram meu boné, meu tênis e minha carteira. Me chutaram quando estava caído. Levei um chute no rosto", disse o estudante C., 16, enquanto era atendido na delegacia.

O ajudante de serralheiro Jeferson Silva, 19, foi agredido antes de ter o celular e o boné roubados. "Eles chegam gritando 'olha o bonde' e roubam tudo", disse Silva, roubado quando saía de um dos palcos em direção ao metrô, acompanhado de três amigos. Todos foram roubados.

"Chegavam, arrastavam a gente mesmo, juntavam e e arrancavam tudo, corrente, tênis, carteira", disse o conferente Fabio Viana, 24. "A gente vem para se divertir e acaba sem nada".

Na maioria dos casos, os policiais de plantão nas delegacias orientam a fazer o registro da ocorrência pela internet, pois os crimes são considerados furtos. Porém houve casos de pessoas que foram rendidas por pessoas armadas.

"Pior é que está cheio de PMs nas ruas. É muita gente, impossível evitar", disse um PM à Folha.

RECLAMAÇÕES

Participantes da Virada vítimas de ladrões reclamaram do policiamento. "Os PMs ficam nas viaturas, nas esquinas. Não estão a postos para evitar os roubos. Só nos orientam a fazer o boletim de ocorrência. Na delegacia, querem que a gente registre pela internet", disse Stefani Fernanda, 21, enquanto aguardava por informações no 3º DP.

Ela afirma que foi roubada quando aguardava um ônibus no ponto da avenida São João. "Estavam armados. Pediram o celular e a carteira e eu dei. Roubaram outros que estavam no ponto também", disse ela, que mora no Jaraguá (zona norte).

Nas redes sociais, a falta de segurança também foi alvo de críticas. "Se você não quer ser roubado na Virada Cultural faça o seguinte: não vá", escreveu um usuário do Twitter. "Atenção você que está na Virada Cultural: Pare de ver o Twittter senão vão roubar seu celular", escreveu Gentili na rede social. O humorista se apresentou na abertura do evento na praça da Sé.

Já Marcelo Tas compartilhou notícias sobre a violência também no Twitter.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também foi vítima de furto, chegou a subir no palco no sábado pedir seus pertences de volta.

"Uma pena ver um evento tão legal como a Virada Cultural, que levou o paulistano de volta ao centro, tomado pela violência", lamentou o usuário do Twitter Christiano Panvechi.

COM GIBA BERGAMIM JR., DE SÃO PAULO, E JULIANA GRAGNANI, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Publicado em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/05/1281305-violencia-durante-a-virada-provoca-crise-entre-pm-e-prefeitura-de-sao-paulo.shtml

segunda-feira, 20 de maio de 2013

POLICIAIS MILITARES SERÃO VOLUNTÁRIOS, MAS RECEBERÃO PARA TRABALHAR NAS FOLGAS EM GUARDA MUNICIPAL QUE SERÁ FORMADA SOMENTE POR PMS DE FOLGA????????


Guarda Municipal de Rio Branco será 


formada por policiais militares

SEGURANÇA MUNICIPAL ENTRARÁ EM VIGOR A PARTIR DO DIA 1º DE MAIO.
PMS SERÃO VOLUNTÁRIOS E TRABALHARÃO NO PERÍODO DE FOLGA.

Do G1 AC
 A Guarda Municipal de Rio Branco, passará a atuar no dia 1 de maio. A equipe será composta por policiais militares, voluntários, cedidos pelo estado ao município. A PM entra com o efetivo e a prefeitura com os recursos financeiros. O pagamento dos policiais serão feito por meio do banco de horas. O valor do convênio firmado pela prefeitura é de quase R$ 1 milhão.
No total, dez espaços públicos da capital acreana contarão com o 'novo' reforço policial, são eles: Horto Florestal, Parque São Francisco, Parque Capitão Ciríaco, Parque Chico Mendes, Mercado Elias Mansour, Mercado do Bosque, Mercado galvez, Mercado da Estação, Mercado 6 de agosto e Terminal Rodoviário.
Por dia, 30 PMs que estiverem de folga pelo comando, vão fazer parte da equipe do policiamento municipal. Dessa forma, o quadro de efetivo da Polícia Militar não sofrerá baixa.
A ideia de policiais militares trabalharem durante o período de descanso, não agradou muito a população. Reclamações como o excesso de trabalho e a oportunidade de novos postos de emprego, são alguns dos principais pontos questionados pelos populares.
 "Acredito que a realização de um concurso seria o ideal, até porque daria mais emprego para a população que tanto precisa", afirmou o aposentado José Freire.
O comerciante Dinho Ferreira falou sobre a problemática do cansaço dos policiais. "Esses militares já saem cansados, com sono, já vão para a rua trabalhar, não tem como isso", opinou.
De acordo com o responsável pelo policiamento municipal, major Cleudo Maciel, um trabalho já havia sido iniciado, no dia 2 de janeiro deste ano, no Terminal Urbano de Rio Branco.
"Vamos passar essa demanda para os batalhões e os batalhões vão escalar os policiais que forem voluntários para trabalhar no banco de horas. Esse é um serviço remunerado, o policial trabalha no horário da folga dele e recebe uma remuneração por isso", explicou.
Era o pulo do gato que faltava. Como um amigo e irmão fala um dia nos vamos sair para trabalhar e eles falarão que são nossos irmãos de Guarda Municipal. Isso é uma vergonha o único Estado da federação que não tinha Guarda Municipal em seus Municípios agora terá pms se passando por Guardas Municipais, só no país das maravilhas mesmo.

Postado pelo Subinspetor S. Santos GMRIO
Gestror de Segurança Pública Municipal
Gestor de Recursos Humanos

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Comissão aprova uso pessoal de arma de incapacitação neuromuscular, o taser

Usuário não precisará comprovar capacidade técnica nem aptidão psicológica

Da Agência Câmara
Pistola taser tem seu uso questionado no Brasil devido aos riscos à saúde Getty Images
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou no dia 13 de março o Projeto de Lei 2801/11, do deputado Luiz Argôlo (PP-BA), que autoriza o uso de armas de incapacitação neuromuscular (chamadas de Taser) pelo cidadão comum para fins de defesa pessoal.
Segundo a proposta, arma de incapacitação neuromuscular é qualquer dispositivo dotado de energia autônoma que, mediante contato ou disparo de projétil de mínima lesividade, acarrete, em pessoa ou animal, supressão momentânea do controle neuromuscular que não produza sequela nem altere a consciência.
O projeto altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). Pelo texto, o registro concedido para armas de incapacitação neuromuscular autoriza seu porte. Para conseguir o registro, o cidadão deverá ter idade mínima de 18 anos e comprovar que tem residência fixa, além de apresentar nota fiscal de compra ou comprovação da origem lícita da posse. Ele não precisará comprovar capacidade técnica nem aptidão psicológica — requisitos exigidos para que seja concedido o registro de arma de fogo.
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O parecer do relator, deputado Guilherme Campos (PSD-SP), foi pela aprovação, com emenda. Conforme a emenda, os possuidores e proprietários de arma de incapacitação neuromuscular não registrada deverão solicitar o seu registro até 90 dias após a publicação desta lei. No texto original, esse prazo era 31 de dezembro de 2012.
Para o relator, a proposta permitirá que os cidadãos defendam-se em casos de necessidade, à semelhança do que já ocorre em muitos países, com experiências bem sucedidas.
— A segurança é um dever do Estado e um direito constitucional de todo o cidadão, contudo, sabemos que a assistência do Estado é insuficiente nesse sentido. As mulheres jovens, principais vítimas de agressões sexuais, por exemplo, estariam mais protegidas, com essa possibilidade.
Só no país das maravilhas mesmo, segundo a ONU os agentes encarregados da aplicação das leis devem portar duas armas menos letais para uma arma letal aqui na nossa instituição que tem uma extensa e marcante passagem por todos os fatos históricos que permeiam este Brasil, só podemos utilizar um pedaço de polipropileno, enquanto isso pessoas sem qualificação nenhuma poderão utilizar a dita pistola taser. Só praticando muito a Resilência para aturar nossos governantes de todas as esferas.

Postado pelo Subinspetor S. Santos - GMRIO
Gestor de Segurança Pública Municipal
Gestor de Recursos Humanos

quarta-feira, 8 de maio de 2013




Após oito meses esperando uma resposta plausível  da SENASP,  o órgão citado vem com resposta evasiva.

"A DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA O CRESCIMENTO DE UMA NAÇÃO FORTE."

Resposta - Fale Conosco - Portal do Ministério da Justiça
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Cláudio da Silva Lindsay 
16:00 (19 horas atrás)
para mim
Prezado Senhor Carlos Sacramento,

Em atendimento ao seu contato realizado pelo serviço Fale Conosco do Portal do MJ, no dia 05 de abril de 2013 às 18:27, fazendo considerações sobre a impossibilidade dos integrandes das guardas municipais participarem do Curso de Operações de Manutenção da Paz e Policiamento Internacional, promovido pela SENASP, encaminhamos resposta ao seu pleito via Memorando n° 680/2013-DEPAID/SENASP (digitalizado) anexo.

Com os melhores cumprimentos,

Cláudio Lindsay
Secretaria Nacional de Segurança Pública -SENASP
Ministério da Justiça - MJ
Esplanada dos Ministérios -Bloco T, Edifício Sede, Sala 506
CEP 70064-900
Brasília -DF
Tel.: (61) 2025-3839
Memorando n° 680-GAB.pdfMemorando n° 680-GAB.pdf
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RECURSO DE DEFESA OPERACIONAL

O Recurso de Defesa Operacional foi elaborado por profissionais da área de segurança pública, que são lutadores profissionais de MMA (Mixed Martial Arts), e preencheram uma lacuna entre o conhecimento de uma arte marcial e a aplicabilidade profissional. Com a evolução social e o advento da grande divulgação dos combates de mistos de artes marciais, os profissionais da área de segurança (pública ou privada) cada vez mais ganhavam resistência nas suas ações de controle pessoal, que muitas vezes eram sobrepujadas, por agressores, lutadores ou aventureiros, que ganhavam confiança nas investidas contra os agentes, por muitas vezes aprendiam suas técnicas em simples vídeos colhidos na internet. Daí a necessidade da integração dessas duas áreas profissionais, fornecendo aos agentes um recurso de defesa contra novas investidas e a utilização de “técnicas” como agressão.

Com todos os quadros apresentando uma necessidade de capacitação do profissional de segurança, para sua própria proteção, é que foi criado o recurso, tomando-se em conta as experiências vivenciadas pelos agentes no dia a dia e suas especificidades. O RDO foi criado com o intuito de auxiliar os agentes de segurança no exercício de suas funções, onde a necessidade de intervenção por parte do agente determine a imobilização ou condução de um agressor. As intervenções devem sempre observar três aspectos: Prioridade, Necessidade e Responsabilidade, no primeiro o agente avalia o motivo pelo qual estará executando a sua ação e quais as diretrizes a serem adotadas para o evento, no segundo o agente é obrigado a utilizar as técnicas e os meios necessários e apropriados para garantir a integridade de suas funções e o terceiro é onde o agente explora todo o profissionalismo que lhe cabe, controlando emoções, visando uma melhor execução das técnicas e garantindo os direitos de todos os envolvidos no evento.

O Guarda Municipal e Mestre de Capoeira o Sr. Antônio Augusto de Olinda Santos o juntamente com o Policial Militar e Mestre de Luta Livre o Sr. André Gustavo Félix Fernandes, também lutadores profissionais conhecidos no mundo da luta como "Garra" e "Mau-Mau", através dos seus vastos conhecimentos na área operacional e nas artes marciais, desenvolveram inicialmente grandes trabalhos, na capacitação dos profissionais da área de segurança pública, tanto na Guarda Municipal, quanto na Polícia militar do Rio de Janeiro respectivamente. O objetivo desse dois foi alcançado e com a união com outros profissionais, que também viram a necessidade do agente de segurança, aprender a se proteger mesmo sem o uso de armamento, o RDO foi criado e esse trabalho vem sendo realizados em várias esferas de atuação policial, respeitando sempre o sigilo dos treinamentos.